2 de jan de 2013

DICA DE LIVRO: A Geração Superficial, de Nicholas Carr


Conforme prometido na penúltima postagem do blog, em 2013 o BAZAR se lança na editoria cultural, com dicas de filmes, músicas, exposições, etc. Confesso que sou um devorador de livros, comprando-os regularmente em sebos, livrarias ou mesmo tomando emprestados na biblioteca da cidade onde moro. Ademais, sou um “cinéfilo doente”, viciado especificamente em filmes clássicos. Assim, achei interessante compartilhar com os leitores do blog o que sei ou conheço sobre o assunto (afinal de contas, cultura nunca é demais, certo?).

Hoje, a sugestão é o livro A Geração Superficial, de Nicholas Carr (Editora Agir). Com o subtítulo “O que a Internet está fazendo com os nossos cérebros”, a obra tenta explicar como o funcionamento do principal órgão humano vem sofrendo alterações desde o surgimento da prensa de Gutemberg (na verdade, Carr desmistifica essa história dizendo que muito antes de Gutemberg os chineses já empregavam um mecanismo similar para imprimir livros e almanaques) até, obviamente, a chegada do Google.

O livro se baseia na ideia da neuroplasticidade do cérebro. Isto é, o órgão, de fato, se modifica com o tempo e com o modo como acessamos as informações. Segundo o autor, perdemos a capacidade de nos ater a um texto mais longo, de fazer grandes pesquisas bibliográficas, uma vez que tudo o que precisamos é digitar um conjunto de palavras-chave no Google e, segundos depois, temos tudo o que procurávamos. O próprio Nicholas Carr narra como precisou se isolar para obter o ponto final da obra, rematando-a numa casa afastada, sem acesso à internet e com pouco sinal de telefone, tudo para não se distrair com e-mails, atualizações de redes sociais, torpedos, etc. O mundo está viciado em tecnologia!

Claro que o livro busca uma imparcialidade nesse assunto, elencando os pontos positivos e negativos desse fácil e grandioso acesso às informações. Não se pode negar que muita coisa veio para o nosso bem, mas, ao ler A Geração Superficial no finalzinho de dezembro, passei a me perguntar se não seria interessante colocar o seguinte tópico na minha lista de metas para o ano novo: viver mais fora do que dentro da internet... Será que dá?

12 comentários:

  1. Bacana a dica, pois internet é algo fundamental nos dias de hoje, mas vai do bom senso de cada um usufruir dessa ferramenta.
    Atualmente namorando eu abstive disso, agora uso menos e para coisas mais produtivas, mas antes eu era totalmente viciado, passava dias sem sair de casa, e confesso que a vida é muito passageira para deixar de viver o real para ficar no virtual...

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    1. Alguns psicólogos e psiquiatras veem esse vício por internet como uma doença. Tem gente que não consegue ficar desconectada por muito tempo, fica louca se não ter um computador, um tablet ou smartphone por perto. =/
      Fico feliz que tenha gostado da dica, sempre teremos dicas bem legais de livros, filmes, etc. a partir de agora. Fique conectado - rs.
      Abraços, Ro Fers

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  2. Ótima recomendação.
    Medo disso... já percebi até em mim isso.

    Já viu aquele video?
    "On ou OFF ? De que lado você está ?"

    Bem legal.

    Bjs

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    1. Não vi, não, mas vou procurar qdo tiver um tempinho. É um documentário? Esse livro é bem interessante, procure lê-lo, vc vai ficar assustado com algumas coisas q o autor declara nele!
      Obrigado e, desde já, um bom fim de semana, pablot
      =)

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    1. Legal, o Blog tomando novos rumos!

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    2. Paulo e Edu, fiquem ligados que o blog agora vai sempre trazer dicas de leitura, filmes, etc., além das habituais postagens de moda, beleza, organização, bem-estar... Obrigado pelos comments!
      =)

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  4. Coisas novas! (: Me deu vontade de ler este livro, a internet tem seu lado bom e ruim, não dá para ter uma opinião nem contra, nem a favor se você depende dela, como eu por exemplo. Eu até me vejo sem internet, mas eu sairia do meu cotidiano, da minha rotina rs.

    Ótimo post!

    Abraço

    Paulo - http://garotoidentidade.com

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    1. Sim, existem coisas boas e ruins. O bom do livro é que Nicholas Carr não sataniza a internet, ele reconhece o lado bom disso tudo; ele inclusive conta como o pensamento humano vem mudando conforme os meios de comunicação passaram a se popularizar, dos livros à televisão, passando pelo rádio: todos a seu modo transformaram nossos cérebros a fim de captar as informações. A internet, pela instantaneidade, fez nossa paciência por textos longos, por exemplo, encurtar e nossa ansiedade, aumentar.
      Abração e volte sempre, Paulo.

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  5. Sei lá, acho que vou ter que filar o livro...rs

    Abraços honey.

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    1. Pior que agora não tenho mais o livro aqui comigo...
      =/
      Mas os próximos que irei comentar aqui ficarão pra sempre - hehe
      Abraços, Edilson

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  6. inda tem esse livro. Quere vendê-lo para mim? Está esgotado
    Obrigada

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