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20 de nov. de 2013

ESTILO: As mil faces de Jared Leto



Ninguém diz, mas Jared Leto já passou dos 40! A primeira vez que ele chamou atenção do grande público foi interpretando um viciado em drogas no excelente Réquiem para um Sonho (2000). Ele já havia aparecido em pequenos papéis em bons filmes, como Além da Linha Vermelha, Clube da Luta e Garota, Interrompida, além do seriado Minha Vida de Cão. Depois de Réquiem, porém, ele não conseguiu mais atuar em nada realmente digno de nota.

Na última década, Leto se dedicou quase integralmente ao seu grupo de rock, 30 Seconds to Mars, famoso por seus videoclipes longos e elaboradíssimos. A banda, que também tem como integrante um dos irmãos de Jared, Shannon, lançou 4 discos e ganhou uma penca de prêmios. Chegaram até a se apresentar no Brasil.

Embora tenha atuado há uns 3, 4 anos numa ficção científica muito boa — só que pouco conhecida — chamada Sr. Ninguém, a posição de Jared Leto no cinema só agora parece estar prestes a voltar aos holofotes com o filme The Dallas Buyer's Club, no qual faz o papel de um travesti infectado pelo vírus HIV.

Com The Dallas Buyer's Club, é praticamente segura a indicação ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante (e muita gente aposta em sua vitória) no começo do ano que vem. Para o papel, Jared precisou emagrecer horrores, raspou as sobrancelhas, ficou com aspecto quase terminal. Mais uma de suas diversas transformações.

Sim, Jared Leto é um camaleão em pessoa: seja fazendo a linha roqueiro, com lápis preto nos olhos amendoados, cabelos compridos e com tintura loira em dégradé, com ou sem barba, tatuagem com o símbolo da banda no braço, camiseta rasgada por baixo de uma jaqueta de grife caríssima, unhas pintadas com uma regata transparente, ou mesmo posando para fotógrafos badalados e frequentando desfiles de moda no mais puro estilo blasé, Jared é um daqueles ícones fashion do nosso tempo, não dá para negar.

Veja nas fotos abaixo como ele consegue se transformar em mil pessoas diferentes ao longo da carreira.


É ou não é um divo da reinvenção? <3

Fotos: reprodução

Observação: 
E não deixem de participar do sorteio que o BAZAR está promovendo este mês na fan page. Para participar é muito simples e rápido, não vai levar nem 1 minuto do seu tempo e você terá a chance de levar para a casa um kit com 3 cosméticos da luxuosa marca francesa Nickel, todos já resenhados pelo blog. O prêmio vale cerca de R$ 300, um presentão de fim de ano!
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13 de mai. de 2013

ARTE: A extraordinária obra de Emerson Persona + entrevista exclusiva para o BM


A postagem de hoje é um tanto especial pra mim, pois falarei de um grande artista plástico chamado Emerson Persona (acredito que não seja novidade para quem frequenta o blog de que eu adoro Arte em geral). Embora eu não o conheça pessoalmente, somos amigos virtuais há bastante tempo, uns dez anos mais ou menos, lá da época do “finado” Orkut, taí o lado sentimental da coisa.

Assim como eu, ele adora cinema clássico e boa música, especialmente a atriz Marlene Dietrich e a saudosa Donna Summer. Engraçado que Marlene seja também minha atriz favorita da Era de Ouro de Hollywood, e que Donna Summer interprete inúmeros hits presentes no meu "setlist permanente". Ok, estou divagando um pouco agora...

Quando passei a escrever textos sobre dicas culturais no BAZAR, logo me veio à cabeça a ideia de fazer uma entrevista com ele. Quando o “conheci”, obviamente vi diversos trabalhos seus (tanto nos álbuns do Orkut quanto no site de Persona), sempre me chamando a atenção pelas cores fortes e pela beleza das formas. É curioso que, na entrevista abaixo, ele mencione Matisse como um de seus artistas favoritos, pois foi justamente no mestre francês que pensei quando vi as reproduções de Persona pela primeira vez. Não que as obras sejam idênticas, mas existe um sentimento similar de encantamento quando vejo as telas de ambos (e tenho certeza de que Persona irá se sentir lisonjeado com minha observação, rs). Difícil explicar, mas a força das cores empregadas pelos dois é igual.



Curitibano apaixonado, Persona se graduou pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná, instituição na qual também fez Especialização em História da Arte Moderna e Contemporânea. Ou seja, além de talento, é uma pessoa com vasta sabedoria na área.

Atualmente, ele está “em cartaz” com uma mostra individual na capital paranaense — quem puder conferir, certamente vale a pena. A seguir, leia um pouco mais sobre o que ele reflete a respeito de sua própria trajetória, seus projetos e sobre as Artes Plásticas no Brasil de um modo geral.



Bazar Masculino: Atualmente, você está com uma mostra individual. Conte-nos como está sendo a experiência.
Emerson Persona: Esta não é minha primeira individual. Na realidade, é a continuação da minha individual anterior, só que maior, com mais trabalhos. O nome “Under Construction” fala da continuidade de pensamento de algo que, para mim, é repensado e refeito, no caso, redesenhado e repintado. O espaço onde estou expondo, CAM (Casa Andrade Muricy), é um dos lugares mais legais e festejados de Curitiba, estou muito feliz por ter um projeto aprovado para este espaço.

BM: Recentemente, você fez um "turismo cultural" bem bacana na Europa. O que mais o impressionou ao ver de perto algumas das obras mais célebres da História da Arte? 
EP: Bem, estar diante de uma obra ou obras é ver a “matéria” da pintura, é ver a ação do artista, é perceber o traço do pincel. É emocionante poder ter uma experiência sensível com obras que você só tinha conhecimento em livros, catálogos e pela internet. É uma viagem no tempo, uma viagem lúdica e profunda que deve ser sem pressa e com o coração e mente abertos à percepção. Uma experiência única. É incrível também poder perceber, visitando as maiores galerias de Paris, como a pintura é pensada e executada em quantidade.



BM: Quais seus artistas favoritos? 
EP: São vários, Franz Marc, Matisse, Monet, Basquiat, os curitibanos Raul Cruz, Francis Rodrigues, Rossana Guimarães... são tantos.

BM: Seria apenas admiração, ou você também os considera como influência para as obras que você faz? 
EP: Acho difícil um artista não ser tocado pela “boa arte”, pelo “pensamento” ou pela “EXPERIÊNCIA” que o outro propõe. Não ter algo agregado a si é, a meu ver, impossível, se isto o intui ou não só o tempo dirá... Não sei de que maneira estes artistas me tocam ou com qual intensidade, mas me tocam... Tocam-me pela cor, pela força, pelo pensamento.




BM: Recentemente, o ilustrador e designer gaúcho Duda Lanna comentou aqui no blog (veja a entrevista aqui) sobre a dificuldade de ser artista plástico no Brasil. Para você, quais os principais "erros" de nosso país em se tratando de incentivo às artes plásticas?
EP: Acho que podemos pensar que uma maior distribuição de verbas de incentivo cultural, a preservação dos espaços artísticos, o fomento da cultura de intercâmbio e um maior apreço na formação de público de diversas idades...  já estaria bom pra começar (risos).

BM: Suas obras são bastante coloridas. Mesmo assim, alguns temas parecem carregados de sofrimento, dor e melancolia. Como você desenvolveu seu estilo? Você se classificaria como? 
EP: Difícil pensar em classificação, eu diria que "identificação" seria o mais apropriado. Se assim for, “expressionismo” estaria perfeito... (risos) Com relação a minha obra, penso sim na existência humana e em toda a sua condição, afinal somos corpos a ser varridos pelo tempo. É uma tragédia, mas tem beleza também em tudo isto. Estes corpos que eu pinto estão a flutuar num tempo próprio, sendo corroídos por ele, entende?

BM: Você pensa em se aventurar por outras linguagens "modernas", como a digital, bastante em voga?
EP: Eu espero experimentar de tudo nesta vida, ou pelo menos tudo o que me cabe na arte contemporânea.

BM: Depois da sua atual exposição (veja quadro abaixo), quais são seus planos? 
EP: A vida é um eterno recomeço, com o término desta mostra estou de volta ao começo de minha pesquisa, ou seja, repensar tudo e recomeçar.

BM: Muito obrigado, amigo, pela entrevista e sucesso sempre!
EP: Sucesso e vida longa a você. Obrigado.




Imagens gentilmente fornecidas pelo artista

8 de fev. de 2013

ENTREVISTA: Conheça o artista gaúcho Duda Lanna e sua obra

Não sei se já contei alguma vez aqui, mas sou um pintor e desenhista amador. Assim sendo, sempre me interessei pelo assunto, buscando conhecer mais sobre artistas e ilustradores, novos ou clássicos, em livros, revistas, tevê e internet. Foi numa dessas buscas que me deparei com a obra do gaúcho Duda Lanna (acredito que isso tenha acontecido primeiro no flickr).

As psicodélicas ilustrações elaboradas por Lanna são de um assombro mágico. Algumas são totalmente em preto-e-branco; outras, preenchidas com dezenas de cores chapadas que, dependendo da distância com que você as observa, vão se mesclando e formando jogos ópticos inusitados. São obras que podemos chamar de abstratas, porém é difícil olhar para elas e não tentar imaginar algo figurativo — por vezes, consigo enxergar, sei lá, uma ave ou inseto, um corpo de mulher, um instrumento musical, enfim, os olhos e a imaginação trabalham e relaxam ao mesmo tempo!

O movimento artístico que podemos melhor encaixar a grande parcela dos trabalhos que ilustram esta postagem seria o "op art", originado nos anos 50/60, cujo nome é uma abreviação de optical art, ou seja, peças abstratas que fazem brincadeiras com o olhar do espectador, sugerindo movimentos ou deformações de elementos gráficos, como linhas — retas ou curvas —, retângulos, círculos, e toda sorte de figuras geométricas.


Lanna gentilmente concordou em conceder uma entrevista para o blog. Sei que meus leitores adoram essas dicas culturais que venho postando aqui desde o começo do ano e adoram ver coisas bonitas (quem não gosta?).
Boa leitura.
E logo mais tem dica de como comprar uma das obras do artista.


Bazar Masculino: Primeiramente, obrigado pelo prazer da entrevista. Diga-nos: onde você busca inspiração para seus trabalhos tão singulares? Há algum artista que o tenha inspirado ao longo de sua carreira?
Duda Lanna: Eu que agradeço a oportunidade de divulgar meu trabalho. Minha inspiração vem de temas que sempre me instigaram, como, por exemplo, a ficção científica, a simbologia, a psicodelia, a geometria, a religião, etc. Eu procuro criar obras que me tirem da rotina do dia-a-dia, que me levem a algum outro lugar, longe da realidade dura em que vivemos, como contas a pagar, problemas de relacionamento, Renan Calheiros, tragédias, estupidez humana. Não tenho problema em dizer que meu trabalho serve como escapismo para todas as minhas aflições e medos. E espero que possa servir dessa forma para outras pessoas também. O artista que mais me influenciou até hoje foi o Victor Vasarely, tenho até uma tattoo em homenagem a ele.


BM: Você costuma fazer algum tipo de esboço ou estudo antes?
DL: Já fiz, mas agora eu procuro deixar que o acaso e todas as minhas referências me levem para algum lugar desconhecido, dessa forma tudo se torna mais divertido. Não saber aonde aquele trabalho vai te levar pode ser bem perigoso, pois tudo pode acabar dando errado. Mas dessa forma o trabalho fica mais espontâneo e inusitado, pois novas ideias e referências vão surgindo durante o processo. Acabei de ver um documentário sobre o M.C. Escher, outra grande influência, no qual ele dizia: "Nunca pense antes de começar."


BM: Quanto tempo, em média, você leva para concluir uma ilustração? Parecem levar dias! 
DL: Algumas levam mais que dias, podem levar pelo menos 2 meses, depende muito das dimensões da pintura e do nível de detalhamento. Nesse sentido eu me inspiro muito nos monges budistas tibetanos e na construção das mandalas feitas de areia colorida. Paciência, concentração, e habilidade é meu mantra.


BM: O que o levou a fazer artes plásticas/gráficas? Ou melhor, houve algum incentivo na família ou na época da escola?
DL: Minha mãe, falecida há um ano, era artista plástica, sendo assim, foi bem natural para mim escolher esse caminho. Também me lembro que, na escola, a minha matéria preferida era desenho. Depois, mais tarde, descobri a geometria espacial, talvez por influência do meu pai, que é engenheiro. Acabei estudando desenho industrial, e mais tarde comecei meu trabalho autoral.


BM: Em sua opinião, qual a principal diferença entre um artesão e um artista?
DL: O artista cria independente da matéria e da função do objeto. Um conceito pode ser arte, inverter uma roda de bicicleta e coloca-lá em cima de uma banco, tirando dessa forma a sua utilidade, pode ser arte, como fez Duchamp. O artesão, pelo contrário, cria baseado em funcionalidade ou em aspectos decorativos, o conceito não é importante.


BM: Onde você já expôs? 
DL: Já fiz exposições em grupo e uma individual no Sesc Santana, em São Paulo, uma ambientação que criei para o lugar, o que chamam de site specific.


BM: Sonha em ver uma obra sua exposta num lugar específico?
DL: Tenho vontade de criar algo para espaços públicos, como em um parque ou outro lugar com um grande trânsito de pessoas. Quero levar a minha arte para o maior número de pessoas possível. Tenho algumas "expôs" coletivas agendas para este ano.


BM: Existem artistas que não conseguem produzir nada que seja encomendado, mesmo por dinheiro, fazendo apenas o que a inspiração mandar. Para você existe isso, ou você já fez ou faria algum projeto de acordo com as instruções de outra pessoa?
DL: Já fiz e não tenho nenhum problema em relação a isso, talvez pela minha formação como designer, não tenho medo de briefing, e inclusive acho muito estimulante poder criar algo dentro de um contexto mais fechado.


BM: Só para encerrar, deixe uma mensagem aos leitores do BAZAR. Aliás, tenho certeza de que todos adoraram conhecer sua obra aqui...
DL: Muito obrigado pela entrevista e pela divulgação do meu trabalho. Vou dar um conselho que um grande amigo meu, o Álcio, sempre dá: "Escutem Black Sabbath".


Abaixo, vocês conferem mais um pouco da obra de Duda Lanna.



Ficou interessado em adquirir algum trabalho dele? Pois clique aqui e confira a Urban Arts, uma das maiores lojas nacionais de arte na internet. Lá você pode encomendar suas reproduções (e até de outros artistas) em diversos formatos, a partir de R$ 49.

5 de jan. de 2013

PERFIL: O estilo dândi de Bradley Cooper


O anúncio das indicações ao Oscar será realizado na próxima quinta-feira, dia 10, e é quase certo de que o nome de Bradley Cooper esteja entre os anunciados na categoria Melhor Ator. Cooper vem recebendo elogios por sua atuação em O Lado Bom da Vida (ainda inédito por aqui), novo trabalho do diretor David O. Russell, o mesmo de O Vencedor, e a vida até que não lhe foi tão ruim assim nesse rumo à consagração.

Nascido numa família de classe média alta da Filadélfia, Bradley Cooper, que completa 38 anos exatamente hoje, teve uma carreira razoável na tevê americana antes de estourar mundialmente em 2009 com a comédia Se Beber, Não Case!. Formado em Belas Artes pela Universidade de Georgetown e fluente em francês, ele soube usar da inteligência e do charme para obter seus primeiros papéis em seriados de sucesso, como Sex and The City, Alias e Nip/Tuck, além de peças de teatro e telefilmes.


Com o fenômeno de Se Beber, Não Case! — que inclusive já ganhou uma sequência e terá ainda uma 3ª parte —, as oportunidades melhoraram no cinema. Vieram filmes como Idas e Vindas do Amor e Sem Limites (este ao lado de Robert DeNiro, que também é seu coadjuvante em O Lado Bom da Vida). Além disso, foi eleito "o homem mais sexy de 2011" pelas revistas GQ e People, provando a ascensão de sua popularidade entre o público, principalmente entre as mulheres...


Mais que um homem sensual (ou um playboy, como muitos o rotulam), Bradley Cooper virou sinônimo de elegância e estilo, desfilando pelos tapetes vermelhos e demais eventos roupas de grandes nomes da moda, além de sair na capa de dezenas de revistas. Mesmo que não leve a estatueta de Melhor Ator em fevereiro, Cooper pode se orgulhar da marca que já deixou no rol da fama com seu jeito chique e ao mesmo tempo despojado.


22 de out. de 2012

PERFIL: O ilustrador de moda Richard Haines


Ontem foi aniversário do novaiorquino Richard Haines. Pra quem não conhece, Haines é um dos maiores ilustradores de moda da atualidade, tendo trabalhado para revistas como InStyle, New York Magazine, GQ, etc., além de ter colaborado para grandes marcas como Calvin Klein, Perry Ellis e Barney's. Segundo o próprio artista, foi trabalhando com essas grifes e estilistas famosos que ele pôde aprender muito sobre cores e tecidos.

Com um traçado simples, porém extremamente elegante, Haines vai contra a tendência das artes gráficas que vêm dominando o mercado de ilustração de moda. Ele não dispensa a antiga forma de desenhar, rabiscando o lápis numa folha de papel em branco, com retoques feitos de tinta acrílica (essa informação eu mesmo consegui com ele, já que somos amigos de facebook =D).



Mesmo tendo realizado trabalhos com temas femininos, a marca-registrada deste grande artista, além da carimbada com o sobrenome no lugar de sua assinatura, é o foco na moda para homens. Ele tem um blog chamado "What I Saw Today", no qual ele posta algumas de suas ilustrações, e em 2009 fez sua primeira exposição solo em Nova York.

Confiram agora uma pequena amostra de seus desenhos:


Fotos: reprodução