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7 de ago. de 2013

SÃO PAULO (PARTE 2): Dica cultural e de restaurantes + lanchonetes


Continuando a postagem anterior, sobre meu fim de semana passado em São Paulo, hoje darei algumas dicas de lugares para ir comer + uma sugestão de cineminha. Revisitei alguns lugares badalados, como a padaria Bella Paulista, mas essa quase todo mundo conhece ou já ouviu recomendações, certo? É tipo uma parada obrigatória - hehe. Vamos falar de lugares menos óbvios.

Um deles é a pizzaria Piola, no Jardins (caso não esteja enxergando bem os endereços, clique nas fotos abaixo para ampliá-las), um restaurante supercharmoso, com iluminação multicolorida, ar retrô sofisticado e aconchegante.

Apesar de terem colocado a música um pouco alta, na minha opinião, o que prejudica na hora de conversar com os amigos, o atendimento é excelente. É basicamente um restaurante italiano, que serve massas e entradas, mas o ponto alto, claro, são as pizzas de massa fininha e crocante.


Outro espaço para comer, desta vez mais sofisticado, é o restaurante Tavares, na Consolação. Neste caso, achei que o lugar em si era uma atração mais interessante que a comida - rs. Não que a gastronomia não seja boa, mas nada extraordinário, sabe?

De qualquer forma, tem ambientes requintados. O banheiro, a propósito, é puro luxo - hehe. Sério: o masculino e o feminino são divididos por uma cortina de voile, algo que lembra um harém, e a "pia zen" possui um design todo inusitado (só indo mesmo pra conferir). Possui serviço de manobrista também. A única coisa que me incomodou foram as cadeiras Eames; são lindas, mas um pouco desconfortáveis - rs.

Em se tratando de lanches, um lugar que recomendo muito, mas muito mesmo, é a Paxtel9, lanchonete que possui os maiores e mais gostosos pastéis que já provei na vida! Ainda não fui ao Mercadão — me disseram que os de lá são bastante generosos também, porém um pouco encharcados. Os da Paxtel9 são sequinhos e crocantes. Pedi um de pepperoni e não me arrependi, mata qualquer grau de fome, sem dúvida, e nem são caros. Delícia!


Se você estiver na altura da célebre Rua Augusta, com fome, e não quer nada muito "engordiet", minha sugestão é passar na lanchonete PicNic, toda baseada num estilo saudável de ser, com sucos naturais e sanduíches chiques mas de baixo teor de gordura. Lá, experimentei um lanche feito no ciabatta com recheio de frango e creme de alho-poró. Hummm

Lá, você chega, escolhe o que vai comer num refrigerador bem à entrada, assim como suco e, quem sabe, uma sobremesa (o pote de salada de frutas era enorme), aí leva para o balcão, um funcionário esquenta seu sanduíche num forno e te chama quando estiver pronto. Simples e gostoso, um fast food da saúde!


Depois de comer na PicNic, fui com uns amigos ao cineminha. Como não sou muito fã de blockbusters (há exceções), como vocês talvez já tenham percebido, optei por um filme que foge do circuito comercial. E onde se encontra esse tipo de filme? No Espaço Itaú de Cinema (antigo Espaço Unibanco, sabe?). Lá fomos assistir ao francês Renoir, de Gilles Bourdos, com o veterano Michel Bouquet no papel-título.


A plateia estava lotada, um público mais velho, claro; muita gente das gerações atuais pode achar uma obra tediosa, sei lá, mas eu gostei — até porque me interesso muitíssimo por artes plásticas, sei lá. Renoir é do tipo mais "parado", uma película contemplativa, assim como as pinturas impressionistas que enchem as paredes de museus mundo afora.

É sobre um conflito de gerações: o renomado artista Pierre-Auguste Renoir, afetado pela gota, artrite e provavelmente quase cego, julga a pintura como a mais prestigiosa forma de expressão e desaprova o cinema, uma arte novíssima em 1915, ano em que se desenrola a história. Seu filho do meio, Jean, volta ferido da 1ª Guerra, sem saber direito o que fazer da vida. Influenciado pela nova modelo de seu pai, Dedée, que sonha ser atriz, resolve arriscar e se entregar ao mundo dos filmes, mesmo com desaprovação da família. O resto todo mundo sabe: Jean Renoir se transformaria num dos mais célebres cineastas do século. Uma boa dica pra quem curte filmes de arte.

Fotos: reprodução

5 de ago. de 2013

SÃO PAULO (PARTE 1): Só aproveitando as liquidações de inverno =)


Como muitos puderam perceber, no último fim de semana o BAZAR ficou meio "abandonado" (tanto aqui quanto no Facebook), pois resolvi me "desconectar" totalmente e passar uns 2, 3 dias em São Paulo. Adoro essa cidade — aliás minha terra-natal, embora tenha sido criado desde sempre no interior —, um mar de oportunidades culturais, boas compras, ótimos restaurantes e lanchonetes, etc. Posso até me espantar com o custo de vida e o preço das coisas, mas jamais digo que uma ida à Sampa me decepciona.

Falando em "boas compras", aproveitei para dar uma vasculhada em algumas lojas e, claro, aproveitar não apenas as liquidações de inverno, que estão no auge (se joguem! rs), como também dar uma olhadinha em alguns lançamentos.


Na foto acima, por exemplo, está um suéter da Zara que faz parte da coleção nova. Mesmo sendo meio carinho (paguei 130 reais) não resisti quando vi, pois já faz algum tempo que estava querendo uma peça com estampa de poás. O cardigã preto da Cavalera, na verdade, não foi comprado em São Paulo, comprei há umas 2, 3 semanas por 180 reais numa liquidação em São José dos Campos, mas resolvi mostrá-lo aqui também, afinal eu ainda não tinha mostrado pra vocês. Quem me acompanha no twitter talvez tenha me lido falando disso, não lembro se falei lá... Ele quebrou um galhão à noite, pois esses dias não foram glaciais como os da semana passada, à noite as temperaturas estavam somente mais amenas, o cardigã foi a melhor opção.


Outros "lançamentos" são essas meias coloridas da Renner (uma delas, inclusive, para combinar com meu suéter de poás - hehe) e a camisa que imita brim com estampa de âncoras (♥). Tudo de bom! Essa rede de fast fashion, a propósito, está de parabéns pelos preços justos, gostei bastante. A camisa saiu por uns 70 reais e as meias estão cerca de 14 reais o par.


Uma das liquidações que usufrui com prazer foi este par de espadrilles, ou alpargatas, listrado da Zara, que saiu por uns 50 reais. Só tinha um único par na loja e, por sorte, era do meu número. Lá, também adquiri uma camiseta básica preta, com dupla costura na gola, por míseros 15 reais (na foto que abre a postagem, essa t-shirt aparece do lado direito da camisa de âncoras). Pura tentação! Já estou pronto para os dias quentes! ☺


Em se tratando dos cosméticos acima, não vou enganar ninguém: desses eu não comprei nada. O perfume preto da foto é o Activist, EDT da The Body Shop, que um amigo muito especial me trouxe de viagem a Miami. A caixinha de sabonetes foi um presente da assessoria da Ducha Cosméticos. Por último, o duo shampoo + cera modeladora da Schwarzkopf também me foi enviado por sua respectiva assessoria. Obrigado a todos e já adianto a vocês que esses produtos ganharão resenha em breve, hein? Aguardem!

Ah, também comprei um livro na Livraria Cultura para dar de presente a minha mãe, que é a maior devoradora de livros que já vi na vida, mas me esqueci do nome agora. Quando ela tiver lido, ela irá me emprestar e quem sabe não ganha uma resenha pro blog, certo?

Outra promessa: amanhã ou na quarta farei uma continuação deste post com indicações de lugares e programas bem legais que fiz pela capital paulista. Gostaram das minhas "compritchas"? hehe
Uma ótima semana a todos!

29 de abr. de 2013

OPINIÃO: Até quando os paulistanos vão aguentar os preços abusivos do dia-a-dia?


O assunto é meio batido, mas muito atual. Quem reside ou trabalha em São Paulo deve estar careca de ouvir as expressões “Que absurdo de preço!” ou “Que caro!”, entre outras frases similares. De fato, é impossível ficar indiferente aos preços inflacionados da capital paulista. Tanto que a página do Boicota SP no Facebook vem ganhando centenas de novos adeptos a cada dia desde que foi criada poucas semanas atrás (se você ainda não viu, clique aqui e conheça).

Falo isso porque, na semana passada, passei um fim de semana lá. Como moro a cerca de uma hora de Sampa (de carro), de vez em quando bate aquela vontade de passear no maior núcleo de cultura e moda do país. Foi a primeira visita este ano a minha terra-natal (sim, nasci lá) e levei um baita susto com o aumento no preço das coisas.

Não vou citar nomes, porém, para se ter uma ideia, fui a um bar no ano passado na Haddock Lobo e virei fã de um drinque exclusivo da casa que custava 18 reais. Acabei retornando ao lugar na semana passada para tomar o tal drinque, hoje, entretanto, o mesmo custa 26 reais (8 dilmas de acréscimo em menos de um ano?!).

Num outro estabelecimento onde já estivera, mais uma constatação desagradável: o bolinho de carne seca com abóbora — um dos carros-chefe do lugar —, que antes custava um valor X, quase dobrou de preço. O ruim é que o tamanho do bolinho também sofreu alteração no tamanho, contudo inversamente proporcional: agora ele está menor...


Também estive pela 1ª vez no famigerado shopping de luxo JK Iguatemi, onde os paulistanos admiram vitrines de marcas mundialmente cobiçadas, como Prada, Chanel, Burberry, Louboutin, etc. Bom, neste caso eu não me surpreendi pois já esperava preços exorbitantes, afinal são roupas e acessórios para a Classe A+. O desagradável foi na hora de almoçar na praça de alimentação de lá, num restaurante self service, desses por quilo: um prato quase vazio de comida saindo por aproximadamente 30 reais (refrigerante incluído). Se ao menos fosse um restaurante de culinária sofisticada, com variedades internacionais, mas não, era tudo muito simples, o básico arroz, feijão, batata-frita, linguiça, frango...

Os amigos que estiveram comigo eram unânimes: tudo está absurdamente caro. Dias depois, na tevê, uma reportagem na Globo News exibia a mesma opinião de outras pessoas: bares e casas noturnas lotadas, todo mundo declarando estar chocado com o valor das contas. Um homem chegou a brincar dizendo que todo mundo ali devia estar em ótima situação financeira... Mas qual seria a solução, então? Não adianta curtir páginas como Boicota SP, reclamar que está tudo caro e continuar consumindo desse jeito.

Não é novidade pra ninguém que nos Estados Unidos e Europa, os brasileiros fazem a folia nas lojas, afinal tudo parece ser mais em conta (e agora que quase tudo pode ser adquirido pela internet por um valor mais justo então...). Culpar os impostos aqui é fácil, só que não é somente isso que encarece tanto: os estabelecimentos querem lucrar, nada mais justo, mas existe a ganância sem limites dos comerciantes que “enfiam a faca” numa população quase nada politizada.

Preste atenção nisso! A grande diferença dos brasileiros e dos europeus na hora de fazer as compras ou se divertir é justamente o ato de boicotar. Se um francês ou alemão tem por hábito comprar determinado produto num supermercado, por exemplo, e este sofre um aumento gritante de preço de uma semana a outra, pode ter certeza de que ele não irá colocar no carrinho, como o brasileiro costumaria fazer, ainda que reclamando. A consequência é inevitável: a fim de não perder o produto, o supermercado se vê compelido a diminuir o preço.


Considere outra situação: um estabelecimento põe determinado preço num drinque ou petisco; engana-se quem pensa que o americano médio irá voltar a consumi-lo caso ele considere injusta a importância cobrada. Até mesmo os ricos desejam poupar suas fortunas (talvez apenas os chamados “novos ricos” valorizem essa coisa de gastar desenfreadamente para se destacar do restante da população).

O que se deve ter em mente é que, se todos os paulistanos deixassem de comprar certos artigos ou sair à noite por um tempo, os estabelecimentos seriam obrigados a repensar, a fazer promoções, reduções temporárias ou definitivas de valores, etc. Mesmo coisas básicas, como peças de roupa em fast fashions, exceto em liquidações, não valem o quanto estão sendo cobradas! Enquanto as tarifas continuarem abusivas num lugar onde haja muita procura, nada será feito, pode ter certeza. Muitas vezes é necessário tomar medidas drásticas para dar valor ao dinheiro obtido com muito esforço. Fica o lema na hora de comprar: preciso mesmo disto ou posso ficar sem?

Fotos: montagens feita a partir de imagens do Google

22 de ago. de 2012

MODA: Impressões de um blogueiro em São Paulo


Nas andanças por São Paulo (capital) pude constatar que os meninos estão apostando forte nos sapatênis, alpargatas, nos calçados de solado mais baixo, bermudas de alfaiataria, brim, em acessórios como lenços, pulseiras de corda, couro e materiais sintéticos.

O sóbrio e o colorido andam juntos e fazem uma boa mistura que causa um impacto muito bacana. Por ser uma cidade muito grande, São Paulo nos convida à diversidade étnica e cultural das vestimentas dos passantes.

Os meninos apostam em camisetas com frases de efeito, imagens antigas (sim, o retrô tá mais vivo do que nunca), imagens de cartoons, enfim uma grande variedade de cores e formas. As golas V ainda marcam bastante as camisetas. Percebi também que alguns novos estilistas têm procurado fazer calças de materiais diferenciados, o jeans tem sido trocado por outros tipos de materiais e é interessante perceber a multiplicidade das escolhas. Definitivamente, os homens estão mais ousados.

A dica que deixo aqui para os amigos que estiverem por Sampa: muita caminhada e pesquisa. É possível encontrar boas peças por preços convidativos, muitos outlets espalhados pela cidade, muitas galerias e feiras expondo novos estilistas, uma variedade enorme de preços, tecidos e tendências.

por Edilson Cravo

20 de ago. de 2012

MODA: Tripulação de esqueletos



Neste último fim de semana estive em Sampa, passeando pela feira da Praça Benedito Calixto e visitando algumas feirinhas na Avenida Paulista, incluindo a muito falada “Como Assim?!”, dentro do Shopping Center 3 — onde vários jovens e talentosos designers comercializam seus trabalhos — , e pude constatar algo que todo mundo já está careca de saber: que as caveiras estão por todos os lados.

Já faz alguns anos que venho batendo na tecla de que adoro estampa de caveira, que eu queria um anel de caveira bonito (até tenho um, da Art Rock, mas nem é tão bonito assim, entretanto foi o único que achei pelas bandas onde moro – hehe – uma observação, antes que perguntem: moro no interior de São Paulo, próximo a São José dos Campos). Neste fim de semana, porém, passei a reconsiderar esse antigo desejo na minha cabeça.

Caveiras, caveiras e mais caveiras! Por todos os lados!  Elas estavam nas araras, nas prateleiras, nas vendedoras e nas pessoas que estavam circulando e comprando. Quase todos os lenços, camisas e bolsas ou são xadrezes ou têm crânios desenhados em tamanhos variados, das mais dark às mais coloridas, no estilo mexicano.

Outra coisa que notei nas minhas andanças pela capital paulista foi que as mulheres, como já era de se esperar, são o maior alvo dessas barraquinhas de moda e design. Os rapazes encontram poucos artigos destinados a eles. São nécessaires, tiaras, vestidos, carteiras, faixas, sapatilhas, pulseiras e colares cheios de brilho (e de caveiras, naturalmente; toneladas delas!). Começo a pensar, inclusive, que esse tipo de estampa tem colado mais entre as mulheres do que entre os homens, não sei...



Até gostava dessa onda até pouco tempo atrás, mas agora me questiono se é legal ficar vestindo o "uniforme fashion". Todo mundo sabe que a moda vai, vem... De repente, daqui alguns meses as caveiras sairão drasticamente de circulação, aí talvez eu me anime mais a adquirir uma peça assim. Não sei se é tão bacana quando uma moda encarna com tamanha dimensão no gosto popular, já que vemos muita gente vestida igual, com adereços similares.

Personalidade é uma palavra-chave na conversa: a moda não necessariamente deve ser uma ditadura, na qual todos usam as mesmas coisas; se fosse algo mais diluído, tudo bem, mas perceber que quase não há exceções é meio desanimador. Será que estou sendo muito pessimista?

Bom, esta postagem virou mais um desabafo, um comentário, do que um texto informativo. O fato é que agora não estou tão desesperado em ter um anel ou uma camiseta de caveira como até semana passada...