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30 de jan. de 2014

ACESSÓRIOS: Quer óculos de sol novos para o verão? Saiba como escolher o seu

Hoje é uma pauta pré-assinada pela Shamir, fabricante de lentes progressivas, esportivas e visão simples de alta tecnologia, que me enviou recentemente e achei útil: é sobre como escolher corretamente óculos de sol. Isso porque, ao comprar esse tipo de acessório, é importante verificar sua qualidade; os óculos "xingling", muitas vezes a preço de banana em camelôs ou lojas de 1,99, não têm proteção UV que os nossos olhos tanto precisam.

Então confiram as dicas da empresa e, claro, consulte sempre um oftalmologista. Para ilustrar, fotos da nova coleção eyewear, com armação transparente, que a Colcci está lançando, tendência na qual a grife está apostando para esse comecinho de ano (preços sugeridos de R$ 370 a R$ 400).



1. Proteja os olhos sempre e não só no verão: a incidência dos raios ultravioleta - UVA e UVB, altamente nocivos para os olhos, é tão intensa em dias ensolarados quanto nos dias nublados. A falta de uma película protetora aumenta os riscos de danos na córnea, mácula e retina, o que pode levar à catarata. Opte sempre por óculos com 100% de proteção UV.

2. Coloração/tonalidade da lente: para cada uso, a recomendação da cor da lente muda. Isso porque a tonalidade da lente afeta a quantidade de luz que chega a seus olhos. Ao avaliar seu comportamento, a ótica irá apontar qual é a mais indicada. Os tons marrom e âmbar, por exemplo, reduzem o brilho e são boas para dirigir e uso geral. São indicadas para míopes e hipermetropes. O verde diminui a claridade e aumenta o contraste e é ideal para pessoas com mais de 60 anos, quando começa a diminuir o contraste da visão. As cinzas são mais indicadas para quem possui astigmatismo porque reduzem o brilho sem distorcer as cores.


3. Para quem usa óculos de grau a proteção contra a claridade é fundamental: a indicação é optar por lentes que mudam de cor conforme a claridade ou ter um óculos de grau com lentes escuras somente para uso em situações externas.

4. Para esportes ao ar livre, opte por armações curvadas para garantir mais conforto visual e proteção contra os raios UV que entram pelas laterais. O design curvado é ideal para fornecer campos visuais mais precisos e amplos e, adicionalmente, evita a entrada de sujeiras nas laterais. As lentes melhoram principalmente a visão periférica em atividades externas e garantem o maior campo de visão.

5. Desconfie de óculos muito baratos. Usar óculos falsificados é pior do que não usar nenhum. Isso porque quando uma pessoa usa óculos escuros sua pupila se dilata porque o olho entende que está em um lugar escuro. Com isso o olho fica mais exposto à radiação, acentuando os efeitos nocivos dos raios UV. Para conferir a qualidade da lente, posicione o óculos de maneira que ele reflita uma superfície reta (pode ser uma janela ou cortina). Se não refletir linhas retas, pode ser um indício de falsificação. Segundo dados do Fórum Nacional contra a Pirataria e a Ilegalidade, os óculos pitaras representaram 41% das vendas em 2012.

Fonte: Shamir

28 de jan. de 2014

BELEZA: A nécessaire ideal para o dia-a-dia

Ainda temos praticamente metade do verão pela frente, mas, como todo mundo já sabe, o calor e o sol intensos continuam até comecinho de abril. Com isso, é supernecessário reforçar os cuidados com a pele, que, nessa temporada, sofre com a ação dos raios UV e tendem a ter sua oleosidade natural acentuada.

O BAZAR fez uma seleção de alguns itens básicos para montar a nécessaire do dia-a-dia, aquela que você coloca na bolsa e leva sempre ao trabalho ou à faculdade. Confira:


1. Nécessaire em poliéster O Boticário (R$ 48) → bom, já que estamos falando de nécessaire, é bom ter uma primeiro, certo? Se você não possuir ainda, pode providenciar uma que nem a da foto, que é de bom tamanho e numa cor neutra e masculina.

2. Creme de mãos Quintal de Mandarinas (R$ 15; resenha em breve no BM) → porque as mãos podem ressecar quando você digita muita coisa, folheia muitos papéis, pratica algum tipo de exercício, passa os dedos no touchscreen o dia inteiro etc. É uma parte do corpo que requer bastante atenção no quesito hidratação.

3. Loção Protetora Neutrogena Sun Fresh (R$ 28) → caso não queira investir num creme de mãos, pode trocar por uma loção corporal, como essa da foto, que protege do sol e ainda hidrata a pele do corpo, inclusive mãos, braços e nuca (ou pés e pernas, caso utilize bermudas e sandálias/chinelos).

4. Hidratante labial Nívea Lip Care (R$ 9) → existem protetores solares para lábios, que também são ótimos, mas uma boa hidratação já ajuda bastante, para evitar rachaduras. Muitos se queixam do ressecamento labial no inverno, mas há dias em que tenho esse tipo de problema mesmo no verão, e esse da Nívea é o tipo de produto bom e barato que eu adorei.

5. Desodorante Natura Homem Elemento (R$ 23) → ninguém merece o famoso “CC”, então é bom ter um desodorante consigo para combater o mau cheiro nas axilas, afinal com tanto calor é impossível não suar, certo? Há diversas opções no mercado, mas as embalagens da Natura são compactas, isto é, não ocupam muito espaço, e a maioria tem refil.

6. Protetor solar Minesol Oil Control FPS30 (R$ 65) → eu uso direto meu Filtrum Ultra Seco, mas esse da RoC é o queridinho de muita gente, pois matifica a pele e ainda possui o fator de proteção mínimo recomendado, que é o 30. Seja qual for sua marca favorita ou seu tipo de pele, não se esqueça de aplicar um bom protetor facial antes da exposição solar. Item essencial em qualquer nécessaire!

7. Água termal Vichy (R$ 35, por 50 ml) → pode parecer uma frescurinha pra muita gente, mas esse produto é ótimo para hidratar qualquer tipo de pele, das secas às mais oleosas. Ambiente com ar condicionado? Sol forte? Borrife um pouco de água termal pois suas propriedades calmantes irão dar aquela refrescada e serão absorvidas pela derme.

8. EDT Verdon, da L’Occitane (R$ 145) → se você quiser estar sempre exalando um perfume gostoso, é bom sempre carregar um frasco na bolsa. O ideal é ter uma miniatura, mas este da L’Occitane é fininho, tem boa fixação e, para as estações mais quentes, é super-refrescante. Costuma sair cedo de casa e voltar muito tarde? Então é bom tê-lo à mão para reaplicar no meio do dia.

9. Escova + pasta dental Close-Up Extra Whitening (R$ 2,50) → outra coisa essencial, além do desodorante e do protetor solar, é carregar sempre uma escova de dentes e uma pasta. Se couber, coloque também um fio dental na bolsa. Afinal, cuidar da saúde bucal é cuidar da saúde do corpo todo (veja aqui um post sobre isso).

Espero que tenham gostado da dica. Ah, e jamais deixem de beber muita água ao longo do dia; a hidratação, quando vem "de dentro pra fora", é ainda mais proveitosa para a pele. Coma frutas também (se não puder levar ao trabalho por falta de refrigeração, servem as barras de cereais).
Enjoy the summer!
;)

3 de jan. de 2014

CINEMA: A Grande Beleza (2013), de Paolo Sorrentino


Você chega a uma balada repleta de gente milionária, vestindo “o último grito da moda”, animação e drogas por todos os lados. A música é eletrônica, no volume máximo, executada pelos melhores DJs. Personalidades excêntricas da high society, "dignas" de aparecer na próxima edição do Mulheres Ricas, fazem pose para as câmeras, se debruçam sobre os mais sarados do local, acordam, ainda meio entorpecidas por conta do álcool, do ecstasy e da música alta, junto aos primeiros raios de sol. E é aí que você começa a perceber que envelheceu, pois nada disso o anima, você deseja voltar pra casa mais cedo, decepciona-se porque nada lhe soa realmente novo, diferente ou relevante; tudo é extremamente artificial. Bom, isso pode não lhe acontecer com frequência, mas é o que ocorre, logo nos primeiros minutos de A Grande Beleza, ao escritor Jep Gambardella (Toni Servillo).

Gambardella é o renomado escritor da ficção que observa e se camufla num país decadente e ao mesmo tempo contraditório. Berço de uma das mais poderosas religiões do mundo, país que nos brindou com grandes mestres das artes como Leonardo DaVinci e Michelangelo, a Itália de hoje (e todo o planeta, por que não dizer?) é assolada por futilidades, exibicionismo e pessoas praticamente vazias de fé ou perspectivas.  Gambardella, portanto, é o reflexo dessa sociedade tão mentalmente inerte: está há anos tentando escrever um novo livro, mas não sai nada. Seus momentos de devaneio acontecem quando, ao deitar no quarto, ele observa o teto e imagina um oceano e toda sorte de ideias, no entanto ele não consegue colocá-las no papel, vive da glória e do prestígio do passado. 

O diretor Paolo Sorrentino, ao colocar sob o microscópio sua própria nação, outrora tão fundamental para o desenvolvimento mundial, agora transformada num dos centros da maior crise econômica que a Europa já enfrentou, isso sem mencionar os escândalos sexuais e de corrupção envolvendo o Vaticano e os tubarões da política, como Berlusconi, faz de A Grande Beleza uma obra magistral. Contudo, não é tão-somente isso que faz deste um dos melhores filmes de 2013. O estilo adotado por Sorrentino, uma nítida referência (e reverência) a Fellini, transforma A Grande Beleza numa espécie de híbrido dos dois mais importantes trabalhos assinados por Fellini na década de 60 — A Doce Vida (1960) e (1963) —, ou seja, não tem como errar.

Sorrentino marca um gol e tanto e nos apresenta o melhor filme italiano em mais de uma década. É como se ele mesclasse os personagens de Marcello Mastroianni das duas obras acima mencionadas: o cronista playboy de A Doce Vida, que se infiltra nas tristes orgias dos ricos e famosos + o cineasta em crise artística, de 8½, obcecado pela lembrança das mulheres que tivera em sua vida. Gambardella é a fusão de ambos, numa versão envelhecida e pessimista.

O personagem central perambula de um lado para o outro, em busca de inspiração. É assim que ele conhece belas mulheres que não têm nada além da superfície, ricaços desesperados pela “falsa juventude eterna”, ludibriados por cirurgiões plásticos que injetam botox em suas faces e confete em seus cérebros. Em determinado momento, ele chega a um célebre artista que, desde criança, faz um autorretrato diário (sem escapar nenhum dia sequer). Gambardella, então, põe-se a chorar — o espectador não sabe se é de emoção ou de desolação por ver uma obra tão absurda e pretensiosa. No fundo, o público vai ficando amargurado e sem esperança, sobra-nos apenas uma reavaliação de tudo aquilo que nos cerca, se de fato podemos testemunhar a tal beleza do título. O filme, sim, é de uma beleza singular, mas sua mensagem só reforça a feiura que o ser humano é capaz de exibir, muitas vezes sem se dar conta.

19 de dez. de 2013

MODA: Algumas dicas de looks para você passar as festas de fim de ano

A partir da semana que vem, o mundo todo estará se preparando para as "inescapáveis" festinhas de fim de ano — tem uns que amam, tem aqueles que odeiam... rs —, na maioria das vezes não tem como fugir. Enquanto que no Hemisfério Norte, por conta do frio, o povo precisa se vestir com camadas e mais camadas de roupa, os brasileiros montam looks mais informais, com bermudas, camisetas, calçados mais leves, etc., uma vez que Natal e Ano Novo caem bem no início do nosso verão.

O BAZAR fez uma seleção de peças bem legais que você pode comprar tanto nas lojas físicas quanto nas virtuais (é só jogar o nome da marca no Google - hehe). Caso a compra seja pela internet, até dá tempo de receber via sedex para o réveillon, mas você certamente pode encontrar no seu próprio guarda-roupa camisetas, calças, bermudas, etc. semelhantes às que estão na seleção abaixo. Confira as dicas:


Para looks mais casuais, para se passar em família, amigos íntimos ou praia, por exemplo, que tal fazer essas combinações?

1. Camiseta TNG Strong Cinza: R$ 60
2. Camiseta Riachuelo com estampa tribal: R$ 30
3. Bermuda floral Richards: R$ 290
4. Bermuda azul klein Pier Nine: R$ 120
5. Chinelo em couro cinza e laranja Raphael Steffens: preço sob consulta
6. Espadrille Perky, via loja do apresentador Caio Braz: R$ 199
7. Sandália estilo romano de couro Zara: R$ 199


Acima, mais algumas composições informais para inspirá-los. Veja onde tem:

8. Camiseta de caveira C&A: R$ 40
9. Camiseta com estampa de abacaxi Osklen: R$ 147
10. Camiseta Zapälla com estampa da Brigitte Bardot: R$ 128
11. Bermuda cargo xadrez Gant: R$ 390
12. Bermuda em sarja azul-marinho cargo Renner: R$ 90
13. Chinelo com estampa navy Colcci: R$ 80
14. Tênis vinho Lacoste: R$ 250


Agora algumas peças para montar looks um pouquinho mais formais, ideais para se ir a festas de confraternização no trabalho, na casa de familiares mais afastados ou de pessoas com quem não você não tem tanta intimidade (paletós são dispensáveis por causa do calor). Para não errar, opte por camisas de botão, sapatos fechados, calças e camisas polo, tais como:

15. Polo azul com bolso FiveBlu: R$ 70
16. Camisa Unic cinza Ausländer: R$ 280
17. Camisa branca com bordado floral Renner: R$ 100
18. Calça de sarja off-white Handbook: R$ 140
19. Jeans reto Calvin Klein: R$ 340
20. Sapato Style bege Democrata: R$ 200
21. Dockside Di Pollini preto: R$ 130

Só não escolhi os acessórios, mas você pode combinar as peças acima com cintos, pulseiras, chapéus, bolsas, etc. tudo do seu gosto. Só não vale abusar pra ficar muito "carnavalesco", ok? Lembre-se: é NATAL - rsrs

Fotos: reprodução/divulgação

28 de nov. de 2013

DICA DE LIVRO: Se eu Morrer Antes de Você, de Allison Brennan

Sabe aquela premissa de que não se deve julgar um livro pela capa? Pois Se eu Morrer Antes de Você (Universo dos Livros, 480 págs) é desse tipo: quando bati o olho na livraria, no começo do mês, pensei que estivesse na seção errada, mas não. Não se trata de um romance açucarado ao estilo Nicholas Sparks, embora tenha uma sequência de amor um tanto explícita lá pelos idos da página 300, 350.

Seguindo o estilo de algumas de minhas autoras favoritas, como Tess Gerritsen ou, em especial, Patricia Cornwell (que eu adoro), a americana Allison Brennan apresenta um thriller protagonizado por uma personagem feminina que, com a ajuda de algumas pessoas, tenta desvendar a identidade de um serial killer. Assim como já ocorreu em determinadas histórias com as personagens mais famosas das escritoras já mencionadas, sobretudo com a legista (e bisbilhoteira) Kay Scarpetta, criada por Patricia Cornwell, Se eu Morrer Antes de Você também traz aqui uma ameaça à heroína.

Deve-se, porém, destacar que Lucy Kincaid, a personagem central, tem um passado bem díspar e inusitado: fora vítima de um sequestro e um duplo estupro, exibido pela internet, praticado por dois maníacos quando ela ainda estava saindo da adolescência.  Lucy poderia ter virado vítima do seu próprio trauma, mas conseguiu superar. Passou a estudar como se sua existência dependesse disso, fez cursos de autodefesa, quase virou uma nadadora olímpica, cursou psicologia, fez especializações em criminologia e, agora, tenta ingressar no FBI com o intuito, justamente, de perseguir criminosos sexuais que atacam virtualmente. Allison Brennan adora destacar todos os atributos de sua personagem nos primeiros capítulos.

Na família de Lucy (inclusive um ex-namorado, que depois virou amigo) existem agentes da Inteligência Americana, psiquiatras, etc., e é com a ajuda destes que ela constrói armadilhas para capturar estupradores que marcam encontros via internet, fazendo-se passar por garotas inocentes em salas de bate-papo. A coisa começa a ficar, de fato, bizarra quando esses criminosos fisgados por ela começam a ser assassinados, e Lucy passa a acreditar que esteja sendo alvo de uma perseguição.

Até agora não revelei nada, está tudo mais ou menos descrito na sinopse do livro, atrás daquela capa idílica, que imprime um título ainda mais meloso — nada a ver com seu conteúdo... O mais interessante ao descobri-lo na livraria foi que ele trazia um contexto particularmente atual: o perigo por trás desses encontros marcados em chats virtuais com estranhos. Mas calma, nem toda mulher que utiliza esse tipo de ferramenta, na busca do “príncipe encantado”, vai se deparar com um psicopata misógino. Mesmo assim é um risco iminente.

O arquétipo da heroína quase infalível, sedutora, que jamais questiona se suas ações são as mais corretas, sempre destemida, é derrubado por Brennan, embora alguns clichês do gênero estejam presentes, como cartas de assinatura falsa, porões que acobertam crimes horrendos e tortura, câmeras de segurança que desvelam surpresinhas, pensamentos em primeira pessoa, grafados em itálico, do próprio serial killer, a constante suspeita, por parte do leitor, sobre o novo namorado de Lucy, etc. Entretanto, não chega a ser um livro incômodo ou escatológico, como poderia se supor, dado o tema perverso da trama. Mas a autora é bem-sucedida em elaborar capítulos cada vez mais tensos, que não nos fazem querer desgrudar de suas páginas.

Existem aqueles pequeninos mistérios e estudos psicológicos, sempre encontrados nos bons romances policiais: como Lucy pôde superar tamanha brutalidade em tão pouco tempo? O que um de seus primeiros algozes estaria fazendo na cidade em que Lucy mora, antes de ser assassinado, sendo que ele devia estar cumprindo prisão num outro estado? O que o enigmático serial killer do enredo procura? Ele age sozinho ou possui comparsas?

Aparentemente, Se eu Morrer Antes de Você faz parte de uma série, tanto que o último capítulo, na realidade, é uma prévia de outro romance da mesma autora, mas nada que impeça você de saborear este de modo independente. Minha maior ressalva, além do título inadequado e da capa meio romântica (embora, após a leitura, tenha passado a enxergar uma dubiedade na foto), é com relação aos erros de digitação, que concatenam algumas palavras (cadê o revisor?). No geral, para quem gosta de romances policiais, é um bom exemplar e um ótimo passatempo.


Observação: 
E não deixem de participar do sorteio que o BAZAR está promovendo este mês na fan page. Para participar é muito simples e rápido, não vai levar nem 1 minuto do seu tempo e você terá a chance de levar para a casa um kit com 3 cosméticos da luxuosa marca francesa Nickel, todos já resenhados pelo blog. O prêmio vale cerca de R$ 300, um presentão de fim de ano!
Clique aqui para ver as instruções e participe!

26 de nov. de 2013

COMPRAS: Já está preparado para a Black Friday 2013?


Não deve ser nenhuma novidade pra ninguém, mas não custa nada explicar: Black Friday é uma espécie de "evento", ou melhor, um acontecimento que reúne diversas marcas e lojas na última sexta-feira de novembro e que impulsiona as vendas por meio de altos descontos. Foi criado nos Estados Unidos, sucedendo o Dia de Ação de Graças.

Aqui no Brasil a coisa começou meio tímida, porém hoje muitas lojas —  especialmente as virtuais — adotaram a ideia, e este ano espera-se uma movimentação de mais de R$ 390 milhões!

Pode ser a oportunidade que você esperava para se antecipar e economizar nos presentes de Natal ou adquirir aqueles mimos mais caros que há muito tempo deseja. Tem até passagens aéreas e pacotes de turismo nessa onda, além dos eletrônicos, como computadores e celulares, os campeões de venda.

Mas fica o alerta do Procon, que já divulgou uma lista de lojas a serem evitadas: lojas que tiveram diversas reclamações registradas, foram notificadas, mas não responderam. Veja a relação aqui.

O BAZAR, por sua vez, separou algumas dicas de lojas para ajudá-lo a, quem sabe, se adiantar nas compras de fim de ano (clique no nome para ir a seus respectivos e-commerces):

BELEZA & PERFUMARIA

Sephora - Uma das maiores revendedoras de perfumes de grife já anunciou reduções drásticas no preço de seus artigos para toda a semana. Dá uma olhadinha naquele perfume que está na sua wishlist há um tempão, vai que...?

Época Cosméticos - Esta é outra famosa loja de cosméticos/perfumes que promete reduções de até 60% em seu catálogo. Bom pesquisar e comparar com outros comércios similares.

Nickel - A parceira do blog também vai estar com seu portfólio 40% mais barato, no entanto, devido a um problema com o revendedor, irá promover sua Black Friday para a semana que vem. São cosméticos importados e desenvolvidos especialmente para a pele dos homens.
Obs: Se você quiser tentar a chance primeiro, pode ganhar um kit da Nickel. Lembre-se que no próximo domingo será realizado um sorteio na fan page do BM. Clique aqui para ler as instruções!

ROUPAS & ACESSÓRIOS

Dafiti - Uma das mais famosas multimarcas de roupas e acessórios no Brasil promove esta semana uma série de descontos em suas peças; na sexta-feira essas reduções poderão atingir 80%! Melhor dar uma olhadinha no site, hein?

Centauro - Roupas esportivas para o #ProjetoVerão, como não amar? Se seu tênis de corrida está bem gasto ou o time do coração já remodelou o uniforme, veja na Centauro se o preço compensa na Black Friday? Lá também tem peças e acessórios casuais que não necessariamente têm a ver com prática esportiva, como sneakers ou camisas polo...

Kanui - Ainda na linha esportiva, mais acessórios, roupas e suplementos com descontos estarão na Kanui. De óculos a bicicletas, passando por camisetas, tênis, mochilas, etc. Vale a pena conferir também os preços reduzidos da loja! ;-) 

Netshoes - Outro site legal para conferir e comparar os valores de sapatos, tênis, sandálias, botas, chinelos, etc., é a Netshoes. Descontos generosos estão prometidos para quem comprar no próximo dia 29.

eÓtica - Esta é para quem quiser adquirir um par de óculos novos para curtir o verão de look renovado. Inúmeras marcas nacionais e importadas, como Mormaii, Absurda, Banana Republic e 181 Eyewear aparecem com reduções de 15 a 50%.

ACESSÓRIOS PARA CASA / DECORAÇÃO

Imaginarium - A Imaginarium tem sempre objetos decorativos ou pessoais bem diferentes, que fogem do convencional, e este ano ela já anunciou que irá aderir aos descontos da Black Friday, inclusive nas lojas físicas e quiosques. Os preços de alguns artigos podem cair pela metade, e muita coisa lá dá para presentear no Natal fácil, fácil, pois todo mundo adora (fica a dica).

Mobly - Tá querendo renovar um ambiente com peças sofisticadas, bonitas, de design? A Mobly tem móveis, vasos, jogos de cama, mesa e banho, luminárias, etc., e é outro magazine a incluir descontos na próxima Black Friday. Quem sabe você não troca aquela cadeira velha do home office ou instala um tapete novo na sala? Aproveite o saldão da sexta-feira.

LIVROS, CDs & DVDs

Fnac - Além dos eletrônicos, a Fnac também estará promovendo um "descontaço" de livros, CDs, DVDs, Blue Rays, etc., na próxima sexta. No pagamento em boleto o valor diminui mais 5%.

Saraiva - Os amantes da literatura, que reclamam (com razão) dos altos valores do livro no Brasil, podem renovar a biblioteca com descontos de até 50%, conforme a livraria Saraiva promete para o último dia útil desta semana. Quem entra em férias nos próximos meses já pode colocar a leitura em dia.


Claro que isso é apenas uma pequena lista de sugestões. Importante frisar que não é bom comprar por impulso, muita gente acaba adquirindo coisas sem necessidade, só por causa do preço, e depois se arrepende.

Pense sempre: você realmente está precisando de alguma coisa? Já sabe o que dar de Natal para os familiares e amigos? Tem algo que virou sonho de consumo há bastante tempo e que você só não se deu ainda por causa do preço elevado? Pesquise, compare e reflita primeiro.
E boas compras!
;)

FUTURO: Um 'sneak peek' do que o blog ainda irá resenhar nas próximas semanas! ;-)


Hoje não vou resenhar nada especificamente, vou apenas mostrar algumas comprinhas ou presentes que recebi nas últimas semanas de algumas assessorias e que devem ganhar por aqui textos mais detalhados ainda este ano. Como dá pra ver na foto acima, 99% do que estou me referindo consistem em cosméticos. Como um amigo meu disse neste fim de semana, sou "fascinado por cheiros", e é verdade. Os dermocosméticos também são alvo de meu interesse, mas, de fato, os cosméticos perfumados — hidratantes corporais, cremes de mão, perfumes, colônias, etc. — são um vício.

De qualquer maneira tem muita coisa para todos os gostos, desde uma manteiga labial com aroma de bala até um óleo que deu uma considerável melhora no aspecto de meus cabelos, reduzindo o frizz e aumentando o brilho, porém sem alterar — vejam só — a oleosidade. Tem até um enxaguante bucal que promete clarear os dentes, coisa que jamais havia testado, mas que estou usando diariamente, como manda o rótulo (já até tirei uma foto para usar no "antes & depois").


Além de experimentar cosméticos, o BAZAR também é um blog cultural. De janeiro pra cá já publiquei diversos textos sobre exposições de arte, fotógrafos, dicas de filmes (novos ou clássicos) e, naturalmente, livros. Eu sou meio apaixonado por livros também; no começo de novembro comprei esse da foto acima, não por causa da capa ou do título (que eu particularmente achei bem enganadores, conforme já dissera no Instagram), e sim por conta do enredo bem eletrizante e atual: o perigo por trás dos encontros marcados via internet. Quem adora um romance policial aguarde!


A Ducha Cosméticos também foi muito gentil em me mandar como lembrança de fim de ano um tubo com sais de banho supercheirosos (como, aliás, tudo que a marca faz), além de uma cartinha com dizeres bem simpáticos, distribuída aos blogs parceiros da marca (clique aqui e veja o que o BM já escreveu sobre a Ducha).


Bom, acima temos um plano geral dos produtinhos que em breve ganharão resenhas. Alguém aí já usou algum deles? Veremos o veredicto ao longo de dezembro (espero concluir o ano sem deixar nenhuma pendência - hehe).
Uma ótima semana a todos!
^^

Observação: 
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17 de nov. de 2013

ORGANIZAÇÃO: Algumas dicas para organizar suas amostrinhas de perfume ou miniaturas


O último feriadão do ano antes do Natal se foi e com isso pude pôr em prática algumas "técnicas de organização", meu lado "Santa Ajuda" - hehe. Mas vocês podem seguir essas dicas de hoje em poucos minutos, não precisa esperar outro feriado, não.

Sabe quando você acumula um monte de amostrinhas de perfume ou ganha aquelas miniaturas? Pois bem, eu tenho várias aqui, acho que já contei em algum momento que sou meio "fanático" por perfumes, coleciono amostrinhas e tudo mais. Nas fotos não estão os meus perfumes grandes, que ficam numa bandeja dentro do armário, protegidos da luz e tudo mais. Desta vez quero apenas ensinar-lhes um jeito simples de organizar as miniaturas e amostrinhas mesmo.


Um jeito simples de agrupar as miniaturas (como podem ver, eu não estou nem aí para o rótulo "masculino/feminino"; já disse mais de uma vez aqui que se a fragrância me agrada eu uso mesmo, independentemente se for masculina ou feminina): coloquei os vidrinhos sobre um prato de barro que estava jogado em algum canto aqui de casa. É desses pratos que usamos para colocar um vaso de planta em cima, sabe? Apenas catei e pintei com tinta spray branca. Você pode usar uma pequena bandeja ou um prato comum, fica a seu critério. Assim, nada fica espalhado por aí.

Tem um jogo de sobremesa incompleto ou uma cumbuca bonita na casa? Pegue um desses vasilhames e utilize-o para colocar as amostrinhas (foto abaixo). É mais uma dica bem legal de juntar sua coleção, sem deixar tudo esparramado, e se o recipiente for bonito até dá para empregar na decoração do quarto ou banheiro.


Como podem ver, ainda sobrou um espacinho no prato para colocar o Activist, da Body Shop, um dos perfumes mais deliciosos que conheci este ano (veja a resenha aqui; até postei outra foto dele no meu Instagram, me segue lá também) e até esse óleo corporal da Granado, que comprei há umas 2, 3 semanas por módicos 20 reais e que é uma delícia. É de Castanha do Brasil, mas lembra muito o cheiro daquele óleo de amêndoas da L'Occitane ou o Sève, da Natura (um pouco mais suave, no entanto; mesmo assim é delicioso).

Entre as miniaturas, caso estejam curiosos, estão: Déclaration, da Cartier, Fahrenheit, da Dior, Ange ou Démon, da Givenchy, Amour e Jungle L'Elephant, da Kenzo, Shalimar, da Guerlain e Eau de Rochas, da Rochas.



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5 de nov. de 2013

MÚSICA: Cut Copy lança esta semana novo álbum para quem curte música pop eletrônica de alta qualidade


Deve ser a primeira vez que faço uma resenha de um disco por aqui, no entanto, desta vez não deu pra segurar, afinal este deve ser o melhor álbum do ano, sem dúvida. A banda australiana Cut Copy não é muito popular no Brasil, exceto entre os hipsters e especialistas em eletro/pop, mas já vou recomendando pra todo mundo que ainda não conhece: largue tudo pra trás e corra ouvir pelo menos os dois últimos trabalhos do grupo, Zonoscope e, este novo, Free Your Mind, que chegou às lojas virtuais esta semana.

Alguns podem alegar que Free Your Mind é mais do mesmo, pois ele segue a mesma linha do Zonoscope, com uma sonoridade eletrônica muito anos 80, coisa que certamente irá agradar aos fãs do New Order e Depeche Mode, notórias inspirações dos australianos. Se os primeiros álbuns do Cut Copy eram mais instrumentais, com poucos vocais, sendo estes bastante repetitivos, como em Hearts on Fire, os dois últimos já apelaram para algo mais comercial, menos “club”.

Lançado em 2011, Zonoscope segue como o meu disco favorito desta década, que ainda tem um tanto para terminar — nunca se sabe — e 2013 está a menos de 60 dias para seu desfecho, porém já está definido: Free Your Mind já é meu “disco do ano” (Daft Punk, Miley Cyrus, Katy Perry, etc., nem chegam perto, embora eu tenha amado pelo menos metade das faixas de Reflektor, o novo álbum do Arcade Fire).

A “carro-chefe” ganhou um videoclipe estrelado pelo ator sueco Alexander Skarsgård, de True Blood (veja logo abaixo), e agora a banda está pretendendo lançar como 2º single a melhor do álbum, We Are Explorers. Aguardemos um clipe à altura.



Assim como nos álbuns prévios, temos algumas faixas de poucos segundos que apenas fazem uma transição entre uma música e outra. Sons e vocais igualmente hipnóticos embalam canções dançantes como Let Me Show You Love e Footsteps, mas há espaço para baladas, como Walking in the Sky. Mas não tem jeito: o forte do Cut Copy são as pistas de dança, e em Free Your Mind não há como ficar muito tempo parado. 

No iTunes → clique aqui || no Amazon → clique aqui || preço médio: US$ 12

Você também pode fazer um streaming do álbum no link → http://www.cutcopy.net/

29 de out. de 2013

DICA DE FILME: O Passado (2013), de Asghar Farhadi


Muita gente está torcendo pela a indicação ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro no ano que vem para o iraniano O Passado, de Asghar Farhadi, o mesmo de À Procura de Elly e A Separação, ambos consagradíssimos em Berlim. Desta vez, Faradhi rodou na França, com Bérénice Bejo num papel muito elogiado, premiado no último Festival de Cannes. Essa breve apresentação dos louros recém-colhidos serve apenas para reforçar a importância que a filmografia desse grande autor iraniano vem ganhando no cinema mundial da atualidade.

Com O Passado, Farhadi mostra que conseguiu de novo: fez um trabalho sério, denso e psicologicamente complexo. Se em sua obra anterior ele se propôs a analisar com minúcias a destruição de um casamento e de como isso afeta não apenas os cônjuges como também a filha do casal, aqui ele coloca o espectador perante uma separação sob um novo ponto de vista: os personagens de Bérénice e Ali Mosaffa já estão separados há algum tempo; este último sai do Irã e desembarca na França apenas para assinar o divórcio. Aproveita, porém, para matar saudade das filhas de sua ex-companheira, com quem não teve herdeiros. Em consequência, interfere nos pequenos problemas que as meninas, sobretudo a mais velha, têm com relação ao novo namorado da mãe.

É nesse conflito entre a enteada mais velha e o atual companheiro da mãe que surge o personagem de Tahar Rahim (protagonista do excelente O Profeta), que a princípio surge como uma espécie de antagonista e, pouco a pouco, vai mostrando um lado humano, conquistando a confiança e simpatia do público, mesmo quando parece extremamente rígido com seu pequeno filho, Fouad, outro personagem infantil complexo que vai sendo “domado” por meio da presença apaziguadora de Mosaffa (sim, mesmo este último, teoricamente, não ter mais nada a ver com a família que deixou na França, é ele quem vai transformando todos os envolvidos da história).

Impressionante como Farhadi é mestre em realizar esse tipo de reveses em suas tramas. Tanto Bérénice quanto Rahim são antipáticos aos nossos olhares na primeira metade da fita e, quando menos esperamos, seus comportamentos um tanto radicais ou explosivos vão nos parecendo mais compreensíveis, aceitáveis. Pequenas surpresas vão também sendo reveladas, num clima de suspense, e uma tentativa frustrada de suicídio da mãe de Fouad, ainda casada com Rahim, constantemente mencionada, serve como outro tema de impacto. Farhadi adora surpreender o público!

O final enigmático, outra marca-registrada na obra do diretor, encerra com maestria essa pequeno grande filme, radiografia veemente de muitas famílias modernas, aquelas que vão conservando laços irreversíveis, mesmo depois de separações (traumáticas ou não), e da França diversificada de hoje, marcada pela crescente imigração de asiáticos e africanos. Na sequência final, cheia de doçura e delicadeza, existe aquela sensação de esperança, mas também de que aquilo que precisava ser feito e que estava ao alcance de todos já fora perpretado. O passado, portanto, fica pra trás, o que importa é o presente.

O Passado estreia em 19 de dezembro nos cinemas do Brasil.

23 de out. de 2013

DECORAÇÃO: Alguns truques e dicas para deixar seu banheiro mais bonito e organizado


Independente de morar numa casa/apartamento alugado, todo mundo deseja viver num ambiente bonito, arrumado e limpo, certo? Já falei sobre home offices aqui uma vez e foi o maior sucesso. Hoje, o assunto é a decoração do banheiro, o ambiente onde relaxamos com aquele banho gostoso ou cuidamos de nossa aparência, passamos hidratante, penteamos o cabelo, escovamos os dentes...

Falemos primeiro sobre a importância do revestimento. Se o lugar anda meio caído, uma pequena reforma pode fazer uma diferença enorme. Inspire-se nas fotos selecionadas: um banheiro simples, com cores neutras, ganhou a instalação de azulejos multicoloridos numa das paredes e fez-se um milagre. Para os lares alugados, existe a possibilidade de colocar azulejos vinílicos adesivos, que depois é só remover.


Outro jeito de dar um upgrade no visual do banheiro, além dos revestimentos, é colocar um tapete antiderrapante bonito, escolher recipientes de sabonete líquido com belo design ou mesmo um vaso de flores ou planta vistoso sobre uma prateleira, no caso de a pia em si ser muito pequena. Outro objeto muito útil é um banquinho ou cadeira; você pode usar para colocar toalhas, uma bandeja com cosméticos ou, se tiver crianças na casa, servir para dar altura na hora de escovar os dentes.


A iluminação ideal, já vi num programa de decoração uma vez, é aquela que vem nas laterais do espelho: dá um aspecto mais bonito e saudável à pele. Se você só depender da luz do teto, notará que seu rosto ficará com sombras nos olhos, pescoço, etc. Mande instalar, se possível, arandelas em volta do espelho.

Falando em organização, não há nada melhor que usar caixas ou cestas para guardar os estoques de sabonete, dentifrício, toalhas, desodorante, remédios... Até um belo cesto de roupa suja pode renovar o visual do banheiro, caso não haja espaço na área de serviço. O ideal é usar cestarias impermeabilizadas por causa da umidade. Dá até para fazer isso com a aplicação de sprays de vernis ou tintas impermeabilizantes, ou comprar logo cestinhas de plástico (existem algumas bem bonitas em lojas de R$ 1,99).


Alguém falou em plástico? Por mais que as cortinas de chuveiro sejam bonitas e originais, muita gente reclama que elas não duram tanto pois acumulam mofo com o tempo e são difíceis de lavar. O melhor é investir mais e, se possível, instalar um boxe de vidro ou acrílico, muito mais durável e de fácil manutenção. Para modificar o look do banheiro às vezes, existem películas adesivas do tipo contact que você pode colar sobre o vidro e deixá-lo com outra cor.


Também para auxiliar na organização, além das cestas, é bom ter à mão um recipiente para armazenar os rolos de papel higiênico dentro do próprio banheiro. Objetos que normalmente você não encontraria num banheiro podem ser aproveitados de maneira inusitada para guardar seus utensílios ou cosméticos. Uma escada, por exemplo, pode virar uma estante com alguns pedaços de madeira. Nas fotos abaixo, um porta-revistas afixado atrás da porta do armário abriga o secador de cabelos, uma fruteira ou boleira antigas também agrupam seus produtos de beleza com muito charme.


E aí? Inspirou-se a dar uma repaginada no banheiro e deixá-lo com cara de editorial de revista?

Fotos: Pinterest

16 de out. de 2013

RECEITA: Filé de peixe assado com crosta de linhaça e quinua


Essa é bem fácil, postei no Instagram hoje mesmo e é uma dica supersaudável para quem quiser variar no cardápio e ter uma alimentação rica em fibras, ômega 3 e 6 e proteínas. Uma receitinha de um peixe que, na verdade, vi na televisão há algum tempo, só não me lembro qual programa, e que achei simplíssima de decorar.

Confesso que nem gosto muito de peixe, mas esse ficou bom, viu? Repetiria sem titubear.

Então vamos à receita!
Eis os ingredientes:


  • filés de pescada (pode ser tilápia ou salmão)
  • 1/2 xícara de farinha de linhaça dourada
  • 1/2 xícara de quinua em flocos
  • 1 pote de iogurte natural desnatado
  • sal e pimenta do reino a gosto
  • ervas de sua preferência ou uma pitada de curry
  • 1 limão
  • azeite extravirgem


Modo de preparo:

A primeira coisa é deixar marinando o(s) filé(s) de peixe numa mistura de suco de limão, sal e pimenta do reino moída a gosto. Em seguida, mergulhe o peixe num prato fundo com o iogurte (nele, você pode previamente misturar um pouquinho de curry ou ervas de sua preferência, como orégano e tomilho). É justamente o iogurte que irá substituir o ovo e fará a liga com a farinha.

Logo, é só passar o peixe besuntado no iogurte num prato fundo com a farinha de linhaça e a quinua em flocos misturados, sem deixar nenhum espaço sem nada. Aí é só colocar num refratário com papel alumínio. Coloque, antes, um pouco de azeite sobre o papel para que o(s) filé(s) não grude(m). Aí é só levar ao forno pré-aquecido a 200º por cerca de 15 a 20 minutos, ou até que a crosta fique crocante e bem dourada.

Como podem ver, servi com batatas. Estas foram previamente cozidas na água e tostadas numa frigideira teflon sem nada de gordura. Se quiser espremer mais um pouco de limão por cima do peixe fica ótimo também e pode decorar o prato com cheiro verde.
Light, saudável e saboroso.

;-)

11 de out. de 2013

SAÚDE: Insônia ou estresse? Veja 7 dicas para ajudá-lo na hora de dormir e relaxar




Não me lembro se já compartilhei isso aqui com vocês, mas sofro de insônia há mais de 10 anos. Acho que tudo começou na época da faculdade, lá pelos idos do ano 2000, e a coisa foi só piorando com o tempo. Já me consultei com 3 ou 4 médios. Um atestou que tenho ansiedade demais, prescrevendo-me um antidepressivo diurno e um sonífero de intensidade "média"; em poucos meses, ambos foram perdendo o efeito. Outro médico chegou a dizer que era normal (!), pois meu organismo "precisa de menos sono" que o das demais pessoas.

Em contrapartida, já faz alguns anos que tomo ocasionalmente um sedativo mais forte. E, é claro, acabei me tornando viciado, tanto que esse remédio foi perdendo a intensidade. Aproveitei as férias para tentar me "desintoxicar", mas não tem jeito: sem remédio, meu sono é péssimo, fracionado e breve, acordo de mau humor, etc.

Morfeu, onde estás?
Já tentei inúmeros "exercícios" de relaxamento, mas nada funciona de fato, minha cabeça não para de trabalhar à noite, e minhas pernas se mexem demais (síndrome das pernas inquietas?). Contei carneirinhos, me concentrei na respiração, li livros chatos, coloquei música lenta, etc., e nada. Há ocasiões em que estou com os olhos quase se fechando, aí apago tudo e — puf! — o sono desaparece como por magia.

Seja como for, muitos de vocês talvez tenham mais facilidade para relaxar do que eu, e é pensando naquelas noites mais "irrequietas" que vão aí algumas dicas para ajudá-lo a criar um ambiente favorável ao sono:


O banho quente ou morno — já foi comprovado — ajuda mesmo a criar uma sensação de relaxamento. Além disso, quem não gosta de ir para a cama com cheirinho de limpeza? O fato de seu corpo se aquecer sob uma ducha ou numa banheira e, em seguida, ir se resfriando gradualmente ajuda no processo.


Praticar atividades físicas não é somente bom para se manter em forma fisicamente, é considerado um bom regulador do sono. Mas atenção: nada de se exercitar perto de seu horário de dormir! Isso deve ser realizado, de preferência, pela manhã, quando seu metabolismo está mais acelerado. Mas, caso seus horários não permitam, não faça nenhum tipo de treinamento até 4 horas antes do sono, é a tolerância de acordo com os especialistas. O mesmo vale para ioga ou pilates.


À noite, nada de bebidas estimulantes, que contenham cafeína, como café, mate ou refrigerantes. Aquela sugestão da vovó ajuda, sim: prefira leite morno ou um chá de ervas/flores "calmantes", como capim-limão ou camomila. A bebida alcoólica também engana, pois sua falsa sensação de relaxamento faz com que seu sono seja afetado, pode aumentar a incidência de apneia, por exemplo.


Essa questão é extremamente subjetiva. Somente você pode ter ideia de qual tipo de colchão ou travesseiro lhe dá mais conforto na hora de dormir. Eu fico melhor num colchão duro e com um único travesseiro, mas há quem prefira dormir sobre um colchão de molas, aqueles supermoles, colocar vários travesseiros... Se você anda acordando mal quase todos os dias, já pensou em trocar de colchão?

Ah! O mesmo vale para as condições de luz do quarto. Uns preferem escuridão completa, outros preferem uma luzinha indireta...


A digestão de certos alimentos, sobretudo os mais "pesados", ricos em gordura e carboidratos, pode influenciar negativamente no seu descanso. No jantar, o ideal é fazer refeições leves, porém nada de ir pra cama com fome — isso tampouco irá ajudar. Prefira frutas, iogurtes ou sopas de legumes.


A posição também tem grande influência na qualidade de seu sono. Dormir com a barriga pra cima pode fazer com que a língua se retraia mais e, com isso, há uma obstrução na traqueia. Resultado: apneia do sono ou ronco. Especialistas aconselham deitar de lado, mas equilibrando a coluna com um travesseiro ou almofada entre as pernas, certo?


A aromaterapia também é muito colocada em prática quando o assunto é relaxar. Certos cheiros, como a lavanda, podem até mesmo aliviar o estresse. Use um hidratante ou óleo corporal para isso. Pode até colocar um difusor de ambientes na mesa de cabeceira. Mas se o perfume for muito forte ou adocicado, pode ter efeito contrário. Veja como se sente no dia seguinte e aposte numa fragrância que lhe traga conforto e sensação de aconchego.

Conhece mais alguma?
Se mesmo com essas dicas seu sono for de péssima qualidade, procure uma orientação médica. No meu caso não tive sorte ainda de encontrar um bom tratamento que vá além dos remédios. Já me foi sugerido também o uso de florais e acupuntura. Duas alternativas que estão aí para experimentar...


5 de out. de 2013

DICA DE FILME: Rio Violento, de Elia Kazan


Desolado, um homem explica como membros de sua família não resistiram às enchentes do rio Tennessee e foram levados para a morte junto de casas, animais, árvores e o que mais estivesse no caminho. O desastre natural acende pauta no Congresso, e o presidente Roosevelt, engajado com seu projeto de reerguer o país depois da Grande Depressão de 1929, o New Deal, resolve erguer barragens e uma hidroelétrica na região, anuindo uma proposta do partido republicano. O organismo encarregado é a TVA (Tennessee Valley Authority), que envia agentes ao cenário da hecatombe a fim de comprar as terras que contornam o rio. Tudo correria conforme planejado se não fosse pela resistência de uma senhora cabeça-dura, proprietária de uma ilhota situada no coração do Tennessee. A velha recusa-se a quitar a casa onde passou mais da metade da vida e onde seu falecido esposo encontra-se sepultado. Para tentar convencê-la a vender a terra, Chuck Glover, da TVA, chega à cidadezinha e só pensa em ir embora após concluir sua missão. Munido de incontáveis argumentos e de muita paciência, ele demonstra como as obras do governo podem gerar considerável avanço econômico no vale, melhorando as condições de vida dos habitantes. Entretanto, a sra. Ella Garth é irredutível.

Ambientado no inóspito extremo-sul americano dos anos 30, Rio Violento (1960) é um doloroso álbum de recordações do diretor turco Elia Kazan, um scrapbook no qual pôde grampear cenas que remontam toda uma época conturbada e repleta de cicatrizes profundas. À primeira vista, temos uma história traçada pelo antagonismo do progresso com a tradição, do valor material fazendo contraste com o valor sentimental.

No decorrer da fita, porém, um tema muito mais pungente se sobressai: o racismo. No passado, Kazan já se valera de tópicos semelhantes em filmes como Vidas Amargas (conflito de gerações), Boneca de Carne (localizado no Mississipi, ao sudeste dos Estados Unidos) e A Luz é Para Todos (sobre racismo, no caso, contra judeus). Em todos, Kazan realiza uma espécie de crítica aos costumes americanos, sejam eles causados pelo puritanismo extremo (principalmente em relação à sexualidade) ou por sentimentos herdados ao longo da História (por exemplo, a segregação sulista contra os negros, remanescente desde o fim da escravidão).

O cineasta escancara memorandos de sua vida nos Estados Unidos, na condição de imigrante, algo que também seria evocado muitas vezes por ele através de alguns personagens marcantes — Stanley Kowalski, de Uma Rua Chamada Pecado, se não me engano, veio da Polônia; os negros de O que a Carne Herda descendem dos “imigrantes forçados”, vindos da África; em Terra de um Sonho Distante, seu projeto mais pessoal, temos imigrantes turcos na Grécia, sempre permeados pelo sonho de chegar à América.

Para ele, o que vemos na tela é apenas um fragmento, há muito mais a respeito de uma pessoa ou de um fato do que se poderia presumir. Em vez de apostar as fichas num trabalho épico sobre um assunto exclusivo, ele prefere rodar uma série de pequenas histórias (muitas delas escritas por Tennessee Williams e Arthur Miller, seus autores favoritos) e distribuir elementos-chave que nos obrigam a refletir sobre a mais variada gama de temas e suas causas e conseqüências.

A ilha de Ella Garth personifica o passado, a pedra que faz emperrar as engrenagens da modernidade. Apesar dos apelos e das propostas justas de Chuck, a velha finge que não é com ela, ganhando apoio dos filhos, da neta e da pequena comunidade negra acolhida por ela em suas terras. Assim, a ilha concentra um simulacro de gueto, no qual os marginalizados, mantidos a distância da civilização, lançam olhares de suspeita para as novidades aportadas pela TVA. Entre Ella e Chuck está a jovem Carol, neta da sra. Garth, que logo se transforma na ponte para as negociações — a garota, no início, permanece atada ao pretérito, ao falecido marido, sendo nada menos que uma versão jovem de Ella; aos poucos, a resistência de Carol cede espaço à vontade de variar, de ser puxada por Chuck para um mundo radicalmente alheio àquele em que sempre estivera.

Lançado pela Classicline em setembro,
o DVD custa, em média, R$ 40
O romance que emerge entre ela e Chuck deflagra esse progressivo sentimento de mudança, e é com esse gancho que Kazan resolve dedilhar as facilidades do óbvio e do melodrama, sem, no entanto, assumir uma postura piegas. Mestre na arte de dirigir atores (sua experiência prévia no teatro se faz sentir em cada trabalho), ele coloca lado a lado Montgomery Clift, Lee Remick e Jo Van Fleet nos papéis principais, oferecendo-lhes a chance de brilhar mais do que nunca.

Já se falou muito acerca da performance inspirada de Jo Van Fleet, que, aos 46 anos de idade e envelhecida com maquiagem especial, arrasa na pele da octogenária Ella Garth, todavia vale sublinhar o espantoso envolvimento de Monty Clift e Lee Remick com esse projeto. Em Rio Violento, Clift, que andava tendo problemas com o alcoolismo, encontra um personagem definitivo e marcante. Lee Remick, grande atriz, hoje esquecida, interioriza as emoções de sua Carol de tal forma que com um simples gesto consegue transpassar as dúvidas e a angústia que tanto afligem sua consciência; os luminosos olhos azuis de Lee perdem-se no infinito, parecem querer expressar vontades indizíveis, estão desapontados com a atualidade e temerosos quanto ao futuro.

O elenco é focalizado pelas lentes do diretor de fotografia Ellsworth Fredericks, que usa e abusa da profundidade de campo, dando a impressão de mesclar os atores com a paisagem rural, pincelada por cores ocres e acinzentadas e castigadas pelo clima ora brilhante, ora sombrio e chuvoso do Tennessee.

O drama sucedido em Nova Orleans há quase dez anos, quando o furacão Katrina arrasou a cidade, rompendo diques de segurança no rio Mississipi e provocando enchentes devastadoras, ratifica o valor de contemporaneidade de Rio Violento. A maior tragédia natural sofrida nos Estados Unidos serviu para denunciar ao mundo os altos índices de pobreza na população majoritariamente negra da Luisiana, e trouxe de volta o fantasma da sra. Ella Garth com toda sua desconfiança quanto aos projetos de crescimento do governo.

O filme, de fato, não envelheceu nada, ao contrário: as plateias de hoje talvez possam apreciá-lo com mais sensatez que os espectadores originais. Devemos lembrar que ele foi exibido pela primeira vez num contexto social bem diferente de hoje, quando os conflitos raciais ganhavam um clímax de extrema violência. E também há o fator político, que sofreu transformações radicais na segunda metade do século 20. Servindo-se de um acontecimento passado, Elia Kazan ganha, neste caso, ares de profeta, faz de sua obra um marco artístico hollywoodiano (ele possui um currículo singular, impecável, com cara de europeu). A boa notícia que fica é que a Classicline acaba de lançar Rio Violento em DVD no Brasil (em média R$ 40). Vale a pena mergulhar nesse "tesouro perdido" de Kazan.

27 de set. de 2013

FITNESS: Cutting, bulking, aeróbico em jejum... alguns termos a conhecer quando o lema é perder gordura e ficar em forma


Na última sexta-feira, completei minha 4ª semana da "dieta do abdômen" (veja as outras 2 postagens a respeito do assunto aqui e aqui). Como já falei anteriormente, é um plano de 6 semanas de dieta rigorosa, rica em proteínas, carboidratos integrais e gordura insaturada (como a que encontramos nas oleaginosas), e nada de açúcar, frituras, carboidratos refinados, etc.

Bom, eu havia colocado na cabeça que não era legal subir numa balança durante esse período para não ficar neurótico, uma vez que músculo pesa mais que gordura, e, como estou indo à academia de 4 a 5 vezes por semana, é óbvio que este mês "ganhei" músculos. Acabei sendo vencido pela curiosidade e, quando fui ver, estava apenas com 2kg a menos...

Mas calma! Eu posso muito bem ter eliminado 4kg de gordura e ganhado 2kg de massa magra, o que explicaria facilmente essa diferença pequena. Por que atletas sarados pesam mais do que eu, por exemplo?

O fato é que abandonei as calças de manequim 42 e passei a vestir novamente o 40 (e nem está apertado). No espelho, a diferença também pode ser percebida, a silhueta está mais esguia e os braços, pernas e tórax estão mais definidos. E faltam 2 semanas para manter todo esse rigor na alimentação. Depois, posso até dar uma "relaxada", mas jamais deixar os exercícios de lado e estar em dia com a reeducação alimentar, evitando ao máximo os doces, frituras e carboidratos refinados, que precisam virar exceções na minha rotina. Com isso, pode-se dizer que estou na minha fase de "cutting".

Mas o que é cutting?
Vulgarmente falando, cutting é o processo pelo qual fisiculturistas se submetem para ganhar massa magra (isto é, aumentar a musculatura) e perder massa gorda. Existe ainda o termo bulking, que é "ganhar o máximo de massa magra sem ganhar, nem perder massa gorda" (é mais pra quem quer ficar saradão).

Não estou me comparando a um fisiculturista — que fique bem claro —, estou longe disso. Mas esses dois termos aparecem frequentemente em alguns fóruns sobre emagrecimento e condicionamento físico, então resolvi falar sobre eles hoje. Pode-se dizer que estou na "fase cutting" porque é justamente o que eu quero fazer com essa dieta + treinamento: aumentar/definir minha musculatura e diminuir meu índice corporal de gordura.

O importante é saber que uma perda de peso muito grande somente com a redução drástica de calorias diárias, aliada a muito exercício aeróbico, não significa que você irá ficar magro e sarado para sempre. Assim que atingir sua meta, você tende a comer mais (ninguém quer ficar contando calorias pro resto da vida) e, assim, corre o risco de engordar de novo. E a flacidez não vai embora sem musculação. Nem adianta ficar 2 horas na esteira e ir embora da academia sem encostar num halter. Conheço gente que faz isso há séculos e não emagrece de jeito nenhum.


Aliás, falando em aeróbico, existe outro assunto que vem ganhando espaço cada vez maior nos debates de fitness: o aeróbico em jejum.

Mas como funciona?
Esse tenho feito bem pouco, admito. Mas como estou de férias (o que facilita bastante) até consegui fazer algumas vezes. O "aeróbico em jejum" promete combater as gordurinhas localizadas com mais intensidade, pois, na falta de nutrientes ingeridos, o organismo busca a energia necessária para a realização dos exercícios justamente na massa gorda presente.

Mas atenção: nada de treinar pesado em jejum, pois em vez de aumentar a massa magra é justamente nos músculos que o metabolismo "desnutrido" irá buscar essa "energia". Em outras palavras, toda a musculatura que você suou tanto para obter e definir pode ser "torrada" nessa prática.

Então como deve ser feito? 
Logo pela manhã (ou após um período de 3h sem alimentação), faça um exercício aeróbico por 20 a 40 minutos, dependendo da intensidade. Nem fique olhando para o contador de calorias, pois isso é o de menos.

Pode ser uma caminhada ao ar livre, na esteira, bicicleta ergométrica ou step. Antes, no entanto, é bom "estimular" ou "acordar" o metabolismo com cafeína (seja uma caneca grande de café sem açúcar ou cápsulas de termogênico) ou aqueles aminoácidos, como BCAA. E volto a frisar: nada de treino com pesos depois. Deixe isso pra mais tarde, quando seu corpo estiver alimentado, preferencialmente com carboidratos integrais e proteínas.

Espero ter ajudado com mais essas dicas. Estou aqui torcendo para que meu corpo fique ainda melhor daqui 14 dias!
=D

Fotos: reprodução / detalhe do desfile da Ausländer no último Fashion Rio

23 de set. de 2013

DECORAÇÃO: O dia em que resolvi trocar a cor da luminária do meu home office


Sabe quando você acorda com vontade de mudar alguma coisinha na decoração do seu quarto ou escritório? Não digo "casa", pois quem manda na décor daqui é minha mãe (rs), mas no meu quarto — cujas cores predominantes são branco, amarelo e azul — decidi "jogar uma tinta" na luminária cromada da escrivaninha.

Primeiro eu explico por quê. Prometi a mim mesmo que jamais compraria algo cromado novamente: quando você limpa, é questão de minutos para que reapareçam marcas de dedos e poeira, além de risquinhos, por menores que sejam. Achei a luminária linda na loja, mas, passados alguns anos, achei melhor dar uma mudada na cara dela.


Os materiais são mínimos: basta ter (1) o objeto que você quer mudar, (2) fita crepe e (3) uma lata de tinta spray. Antes de qualquer ação é bom forrar o local com jornais, papelão ou saco de lixo gigante, evitando que espirre tinta na sua mesa ou chão.

Tire o pó do objeto também e vá tampando com fita crepe os pedaços que você não quer pintar (no meu caso, tampei o botão de liga/desliga, o fio e a parte articulada da luminária). Se precisar, use um estilete para deixar a fita retinha ao redor dos trechos a serem preservados. Ah, eu também removi a tampa de plástico que serve de base (foto abaixo).



Aí é só borrifar a tinta. Como foi a primeira vez que fiz isso, dei bobeira e aproximei demais a lata, o que causou acúmulo em alguns pontos e, com isso, ficaram alguns grânulos na superfície. O ideal (anotem aí!) é dar uma distância de uns 25 centímetros ao usar o spray e fazer uma primeira demão bem fininha, quase transparente, esperar alguns minutos e dar uma segunda demão fininha que vai finalizar de modo uniforme a pintura.


Eu poderia lixar o que não ficou bom e refazer a técnica uma segunda vez, mas tudo bem, quase nem se vê, achei que ficou ótimo, bem melhor do que era antes. Se quiser, antes de retirar a fita crepe, pode passar um verniz em spray; para limpar, é só usar um pano úmido.

Gostei tanto da técnica e da cor que aproveitei para pintar uma bandeja, originalmente vermelha, que minha mãe ganhara anos atrás e tinha me dado, dessas de artesanato comum, com decoupagem no fundo, e coloquei minha modesta coleção de galinhas (hehe).
Dica: bandejas são ótimas para agrupar pequenas coleções.


Quarto & office renovados. Espero ter entusiasmado vocês a fazerem algo do tipo. Se está insatisfeito com alguma coisa no seu espaço, que tal usar tinta spray para dar um novo aspecto?
=)

10 de set. de 2013

LIVRO: A Visita Cruel do Tempo, de Jennifer Egan

A Visita Cruel do Tempo (ed. Intrínseca), de Jennifer Egan, ganhou o Pulitzer de Literatura e mais uma penca de prêmios 2 anos atrás, como observa a capa e a contracapa. Devo admitir que é o tipo de obra que costuma agradar em cheio aos críticos: não é uma narrativa linear e fluida, é cheia de mudanças cronológicas, uma hora o narrador é um; no capítulo seguinte, é outro, há uma interrupção abrupta na prosa e nos deparamos com dezenas de páginas com grafismos, balões de formatos variados e flechas... Do que se trata, afinal, esse livro?

A meu ver, é o tipo de história — ou “desconstrução da história” — em que a falta de uma ação única, um começo, meio e fim, é justamente seu principal motivo de existência. O niilismo está ali, intrincado em todos os personagens, cujas trajetórias vão se cruzando e descruzando, todos sem muito ânimo de viver, há um desapego total pelo cotidiano. Eles todos, de certo modo, se conhecem, mas nenhum está intimamente ligado, pequenos “conflitos” vão afastando todos; eles vêm, se tocam, mas não permanecem ligados por muito tempo. No fundo, é uma obra que exacerba o mundo individualista em que vivemos e de como esse abismo entre os seres humanos vai afetando o psicológico.

O melhor capítulo é, para mim, o da abertura, quando a ex-assistente de um empresário musical se vê numa saia-justa após ter sua cleptomania vergonhosamente flagrada num restaurante. Logo de cara, quando começamos a ler, a impressão que fica é de que será um estudo psicológico (e dos bons!) sobre essa personagem, que teremos um desenrolar dos fatos expostos. Sasha, a personagem em questão, relembra coisas que talvez a levassem a praticar esses pequenos furtos, a vergonha que sente, as conversas com o terapeuta, essas coisas. No capítulo seguinte, somos atirados para um quadro totalmente adverso, o narrador e o tempo parecem outros. E são mesmo.

Outro trecho interessante é quando acompanhamos o tédio de um jornalista, raramente impressionável, que deve entrevistar uma estrela de cinema, a mais popular do mundo, também acometida por um tédio e marasmo gigantesco, cansada de todas as mordomias e da concepção do glamour que os outros fazem dela. A entrevista é incomum, a atriz parece querer desabafar e encontra no repórter uma espécie de confidente para além da vida pública, a confiança aparece, mas logo é dissipada quando o outro também tenta ultrapassar os limites do anônimo/celebridade.

Em quase tudo, a indústria musical e do entretenimento está presente. É difícil se identificar por completo com esses personagens, uma vez que a realidade apresentada é tão díspar da nossa. Claro que anseios e desilusões são comuns nos seres humanos, as causas aqui, porém, parecem muito distantes. A autora, Jennifer Egan, dificilmente irá obter do leitor comum algum tipo de empatia por Sasha, Jules Jones, Bosco ou Bennie, seus personagens centrais. A trama vai circulando por todos eles, numa narração quase labiríntica. No entanto, quando tudo termina, parece não ter nos levado a nada. Talvez seja o tipo de trabalho que demande uma revisão, não é de todo complexo, mas a mensagem que Egan arriscou-se a transmitir não é de fácil digestão. Fica um leve contágio da amargura e da depressão de seus personagens.